O Dia da Mentira: Verdades Sobre a Data Mais Enganosa do Ano
Por Carlos Colli
Ah, 1º de abril! O único dia do ano em que desconfiamos até do “bom dia” do porteiro e relutamos em acreditar que o café da manhã foi feito com carinho e não com segundas intenções. Mas de onde veio essa tradição marota de pregar peças e espalhar fake news de baixo risco? E, mais importante: há um Dia da Verdade? Segure a cadeira, querido leitor, pois a resposta pode te surpreender – e não é pegadinha!
Mentiras Tem História (E São Muito Antigas)
A origem do Dia da Mentira, como qualquer história digna de sua fama, é cheia de versões contraditórias. Há quem diga que a tradição começou na França, lá pelo século XVI, quando o rei Carlos IX decidiu mudar o calendário e oficializar o 1º de janeiro como início do ano. Antes disso, muitos europeus comemoravam o Ano Novo em 1º de abril, e aqueles que continuaram a seguir essa tradição foram ridicularizados com trotes e brincadeiras. Em outras palavras, os primeiros “trouxas do ano” surgiram por resistência ao novo cronograma.
Outros apontam para a Roma Antiga, onde já existiam festas dedicadas à zombaria, como a Hilaria, um evento anual de pura galhofa e disfarces. Mas sejamos sinceros: toda civilização que se preze tem uma tradição de sacanear os amigos.
Consequências de Um Dia Cheio de Trapaças
Hoje, o 1º de abril é uma verdadeira Olimpíada do engodo. Jornais publicam manchetes absurdas (“Pinguins dominam o Congresso”), empresas anunciam produtos impossíveis (“Lançamos um carro movido a café!”) e parentes bem-intencionados declaram casamentos fictícios nas redes sociais. O problema? Às vezes, a brincadeira sai do controle. Quem nunca caiu em um “ganhei na loteria!” e já estava planejando o empréstimo antes de perceber a maldade do amigo?
Mas há também um lado nobre: o Dia da Mentira nos ensina a sermos mais críticos, a duvidarmos de informações suspeitas e a percebermos que, às vezes, a verdade pode ser mais absurda do que a ficção.
O Dia da Verdade Existe?
Se há um dia para mentir, seria justo termos um para celebrar a verdade, não? Pois bem, temos! O Dia Internacional da Verdade é comemorado em 24 de março, em homenagem a Dom Óscar Romero, arcebispo de El Salvador, que lutou contra a injustiça e foi assassinado por defender os direitos humanos. No entanto, sejamos realistas: quem lembra do Dia da Verdade com a mesma empolgação que o da Mentira?
Talvez seja porque a verdade, ainda que libertadora, nem sempre é tão divertida quanto uma mentirinha bem contada. Afinal, quem prefere ouvir “o café está morno e sem açúcar” em vez de “preparei um banquete matinal para você, meu amor!”? A diferença é que, no segundo caso, a verdade sempre aparece… logo após o primeiro gole.
Mentir ou Não Mentir?
O Dia da Mentira nos diverte, mas também nos lembra de valorizar a verdade nos outros 364 dias do ano. Então, se for pregar peças hoje, escolha alvos bem-humorados e evite trotes de gosto duvidoso (sim, fingir uma demissão não é legal!). E se alguém te contar algo inacreditável, faça como manda o bom senso: desconfie, cheque a fonte e, se for verdade… bom, aí o susto é real mesmo!
Agora me diga, caro leitor, qual foi a melhor mentira que já te contaram? Ou melhor, qual a maior verdade que você já teve dificuldade de acreditar? Compartilhe nos comentários – e não vale mentir!
Feliz Dia da Mentira! (Ou será que hoje eu só falo a verdade? Mistério…)