Vazamentos de dados em universidades expõem riscos reputacionais
Fontes: Beatriz Duarte, CEO da Tistto, e Gustavo Hoffmann, diretor da SKEMA Business School no Brasil
O vazamento de dados envolvendo universidades de referência global, como Harvard e a Universidade da Pensilvânia entre novembro e dezembro de 2025, além das novas atualizações sobre a publicação de mais de 1 milhão de registros pelo ShinyHunters, de acordo com matéria do TechCrunch, reacendeu o debate sobre a maturidade da gestão de riscos digitais em instituições de grande porte. Especialistas apontam que os efeitos desses incidentes não se encerram no momento da invasão, mas se prolongam à medida que informações pessoais passam a circular e ser reutilizadas em golpes e fraudes digitais.
Nos dois casos, as instituições atribuíram os ataques a técnicas de engenharia social, como phishing e voice phishing, em que criminosos se passam por fontes confiáveis para induzir usuários e colaboradores a ações indevidas. Esse tipo de abordagem tem se tornado cada vez mais comum por explorar vulnerabilidades humanas, e não falhas técnicas tradicionais.
Pontos que os especialistas podem abordar:
– Prevenção vs. reação: por que agir rápido é essencial no ambiente digital
– Como os ataques digitais integram a agenda estratégica de gestão
– O papel da tecnologia na mitigação de riscos
– Crises reputacionais que começam no online e se estendem ao offline
Detalhado:
De acordo com a Tistto, primeira risktech do Brasil especializada em monitoramento e mitigação de riscos digitais, tratar o vazamento como um episódio isolado compromete a resposta das instituições.
“Quando dados pessoais são expostos, eles passam a ser reutilizados em ataques direcionados, muitas vezes semanas ou meses depois. O risco deixa de ser pontual e passa a ser contínuo.”
Para Gustavo Hoffmann, episódios como esse reforçam a responsabilidade das instituições de ensino na proteção de dados de estudantes, ex-alunos e parceiros. A preservação dessas informações é considerada um elemento central da confiança acadêmica e da relação de longo prazo com a comunidade universitária.

