O que um bom líder precisa desenvolver em si mesmo em 2026
Em um cenário marcado por múltiplas gerações convivendo no mesmo ambiente, avanço acelerado da inteligência artificial e valorização da autoridade executiva, especialistas apontam que liderança em 2026 exige novas habilidades.
A construção da autoridade executiva deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência do mercado. Para Juliana Morandeira, estrategista de negócios, especialista em posicionamento e marca pessoal executiva, líderes que não cuidam da própria imagem perdem espaço em um ambiente cada vez mais competitivo. Ela afirma que “a marca pessoal é o que sustenta a projeção de carreira, a percepção de valor e a influência de um líder. Não basta entregar resultados, é preciso comunicar consistência, visão e autenticidade em todas as interações”.
Juliana explica que a marca pessoal é construída com base em clareza de posicionamento, coerência entre discurso e prática e comunicação estratégica. “Em 2026, líderes precisarão ser vistos como referências reais em seus mercados. Isso implica assumir protagonismo na própria narrativa e mostrar capacidade de contribuir para o ecossistema, e não apenas para o time interno”, destaca.
A comunicação crossgeracional virou habilidade obrigatória
Se comunicar bem sempre foi uma competência decisiva para gestores, mas em 2026 essa habilidade ganha novas camadas. Pela primeira vez, empresas convivem simultaneamente com profissionais da Geração X, Millennials, GenZ e, em alguns setores, até com integrantes da Geração Alfa em estágios e projetos de inovação. O desafio não é apenas clareza, mas flexibilidade.
Para Juliana, essa complexidade exige mais do que oratória e didática. “O líder que prospera em 2026 é aquele que adapta sua forma de comunicar de acordo com o repertório, as expectativas e as referências de cada geração. Isso significa saber orientar um GenZ que busca propósito e velocidade ao mesmo tempo em que negocia com um conselho formado majoritariamente por gerações anteriores”, afirma.
Ela destaca que o papel do líder é fazer pontes. “As gerações não precisam competir, elas precisam se complementar. Quando o gestor entende isso, cria ambientes de produtividade, inovação e engajamento real”, diz.
O jogo mudou: quem faz só o básico será substituído pela IA
A inteligência artificial deixou de ser tendência e se tornou infraestrutura corporativa. Isso muda completamente o que se espera de um líder. Delegar atividades repetitivas para máquinas não é mais vantagem competitiva, mas sim o mínimo esperado. O verdadeiro diferencial está na capacidade humana de interpretar, decidir e direcionar.
Juliana observa que muitos profissionais ainda resistem à adoção da IA por receio de serem substituídos, mas alerta que a substituição acontece justamente com quem não se reinventa. “A IA não substitui líderes que pensam estrategicamente. Ela substitui aqueles que só replicam processos, sem agregar visão, contexto ou criatividade”, aponta.
Para ela, a principal habilidade do líder em 2026 é aprender a usar a tecnologia como parceira. “O gestor precisa entender que dominar IA não significa programar, e sim saber fazer perguntas estratégicas, interpretar resultados e transformar insights em decisões. É assim que a tecnologia amplia a performance, em vez de ameaçar a carreira”, afirma.
Thought leadership: porque autoridade intelectual virou ativo estratégico
Com o avanço da economia digital e dos ambientes híbridos de trabalho, a reputação executiva migrou para espaços públicos e de fácil comparação. LinkedIn, eventos, artigos, entrevistas e participação em debates passaram a compor o que o mercado entende como liderança de pensamento.
Segundo Juliana, em 2026 não basta comandar equipes. É preciso influenciar ecossistemas. “Thought leadership não diz respeito ao ego do líder, mas à sua capacidade de orientar o mercado com ideias, diagnósticos e visões de futuro. Quem se posiciona contribui para decisões coletivas, atrai oportunidades e fortalece sua empresa”, explica.
Ela ainda reforça que líderes com autoridade intelectual tendem a gerar mais credibilidade em negociações, atrair talentos com mais facilidade e se tornar referências em seus segmentos. “Visibilidade qualificada é um ativo de carreira. Em um mundo saturado de informações, quem ensina ganha prioridade”, conclui.
A liderança que o mercado procura em 2026
A combinação das expectativas de múltiplas gerações, da velocidade tecnológica e da necessidade crescente de posicionamento redefine o papel do líder moderno. A partir das análises de Juliana, fica claro que a liderança de 2026 exige competências que vão além das entregas técnicas ou do histórico de carreira.
O líder que se destaca é aquele que comunica bem, que se posiciona com autenticidade, que domina ferramentas tecnológicas para ampliar sua performance e que assume responsabilidade por orientar o mercado e o time. Como sintetiza a especialista, “liderança não é um cargo, é um conjunto de comportamentos que precisa ser atualizado todos os anos, assim como qualquer estratégia de negócio”.
Sobre a fonte especialista:

Juliana Cavalcante Morandeira é estrategista de negócios, especialista em Posicionamento e Marca Pessoal Executiva. Com mais de 20 anos de atuação no alto comando de grandes corporações, Juliana construiu uma carreira sólida nas áreas de negócios, liderança comercial e desenvolvimento estratégico, ocupando cargos de diretoria e liderando equipes multidisciplinares em ambientes de alta performance.
É formada em Direito e possui especializações em negócios, liderança e comportamento organizacional, além de uma forte vivência na condução de processos de transformação corporativa, gestão de pessoas e estruturação de áreas comerciais.
Hoje, lidera a Aurum Hub, um ecossistema que conecta mentoria executiva, marketing digital e investimentos imobiliários com um único objetivo: ajudar pessoas e empresas a transformarem posicionamento em performance, autoridade em valor e decisões em legado.
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